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Igreja do Loreto - Interior
Sacristia
Seia de Cristo
Estátua de Nossa Senhora do Loreto.
S. João Baptista
S. Francisco de Paula
S. Carlos Borromeu
Última Ceia
Pentecostes
Santa Catarina de Génova
S. Francisco de Assis
S. Joaquim e Sta. Ana
Nossa Senhora do Carmo
Santo António
S. Miguel Arcanjo
Crucifixo

Muralha Fernandina (1373), circundava Lisboa num perímetro de 7.500 passos.

Muralha Fernandina (1373), circundava Li

Antigo desenho de Alberto Sousa onde se pode ver o prospetto da face ociental da Rua Larga de S. Roque (hoje Rua da Misericórdia) no terceiro quartel do seculo XVI. À torre de Álvaro Pais, à esquerda da imagem, segue-se o arco (ou postigo) de S. Roque.

Igreja manuelina do Loreto,

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Muralha Fernandina

Portas de Santa Catarina

A torre de Álvaro Pais

Nossa história

História da Igreja de Nossa Senhora do Loreto
Lisboa

Esta Igreja foi edificada como local de culto em 1550 junto às Portas de Sta Catarina, abertas na cerca Fernandina. A muralha que subia a actual Rua da Misericórdia acabou por ser derrubada, em parte, em 1707.
Nos finais do Séc. XV, nas imediações de uma ermida dedicada a Sto António ali existente, uma colónia Italiana suficientemente grande para formar uma paróquia, passou a invocar Nossa Senhora do Loreto.
Como o templo era pequeno, procedeu à sua ampliação em 1573, mas, em 1651,

um grande incêndio destruiu-a.


Erguida de novo, passou a ter doze capelas, além do altar-mor. Já então, era possível admirar as imagens dos Evangelistas S. Lucas e S. Marcos, colocadas uma do lado do Evangelho e outra do lado da Epístola, bem como as telas dos Doze Apóstolos nos nichos superiores ao longo da nave principal da Igreja.

Também dezenas de quadros e mármores preciosos importados de Génova passaram a fazer parte integrante da Igreja.


Novo grande desastre foi o terramoto de 1755, seguido de um incêndio que deflagrou dois dias depois. Mais uma vez se promoveram as obras de restauro da Igreja, e desta vez pela mão do Arquitecto José da Costa Silva, também responsável pelo risco do Teatro de S. Carlos no Chiado, em Lisboa.


O trabalho de restauro durou 30 anos. A inauguração ocorreu no ano de 1785.

A Igreja tem elevado valor histórico e artístico e brilha pela sua harmonia. 

O grandioso fresco do tecto é do Pintor Pedro Alexandrino.

Os altares são dedicados a Santos Padroeiros de cidades italianas:

S. João Baptista, Santa Catarina de Génova (Génova, Turim e Florença), S. Carlos Borromeu (Milão),

S. Francisco de Assis, S. Francisco de Paula (Nápoles).


No altar-mor, naturalmente, sobressai a imagem da padroeira Nossa Senhora do Loreto.

A estátua tricentenária que se venera na nossa Igreja, esculpida em madeira escura de cedro do Líbano,

é cópia da estátua de Nossa Senhora do Loreto que se venerava na Santa Casa do Loreto em Itália.
De cada lado do altar constam as respetivas bandeiras do Vaticano e da Itália.
Em 1862 o então Reitor, o Padre Prospero Peragallo, natural de Chiávari, introduziu as cadeiras para os fiéis, uma novidade absoluta em Portugal.

Recentes obras de restauro

O elevado valor histórico da Igreja, de especial composição e harmonia, foi realçado pelos trabalhos restauro efetuados em 2017, nas pinturas e na iluminação, que devolveram à Igreja,

a sua magnifica expressão artística.

Sacristia

Sácristia

A Sacristia reúne um especial e rico acervo de elementos ornamentais. A sua antiguidade (1657) e resistência ao terramoto e ao incêndio que destruiu o interior da Igreja, aliadas ao esplêndido conjunto de mobiliário, azulejaria e pinturas murais de António Machado Sapeiro fazem dela uma joia única.

Notoriedade social e histórica

Entre as personagens célebres que estiveram nesta Igreja contam-se o Padre António Vieira (1676); o Rei D. João VI, a Rainha e sua corte; o Papa Pio VI, quando ainda Cardeal (1799). Aqui esteve ainda a Rainha Maria Pia de Sabóia, esposa de D. Luís (1862). Também o Cardeal Angelo Roncalli, futuro Papa João XXIII, celebrou aqui missa solene (1956).

Os Descobrimentos

* Na aurora dos Descobrimentos, quando os Lusitanos " deram novos mundos ao Mundo ", como diz o excelso Camões, comerciantes, banqueiros e navegadores italianos e, em especial, Genoveses intuíram que Lisboa (e não já Veneza), no final do séc. XVI, era a nova rainha dos Oceanos. Logo conquistaram a simpatia do Rei, que os favorecia também para fazer frente à temível Espanha,
* Enquanto a Itália se subdividia em Repúblicas e Mini-Estados, a comunidade italiana de Lisboa associava-se sob a designação de "Nação Italiana".
* Cristóvão Colombo desposou uma jovem madeirense e empreendeu a primeira expedição à América (1492); tendo em vão pedido apoio ao Rei de Portugal; estudou técnicas de navegação na famosa Escola de Sagres.