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Sacristia do Loreto
Sacristia

1.

A esplêndida sacristia do Loreto, encontra-se nas costas da capela-mor,
perpendicularmente ao eixo longitudinal da igreja.
Sendo posterior ao incêndio de 1651 que destruiu a primitiva, com projecto
do arquitecto Marcos de Magalhães, foi poupada pelo terramoto de 1755,
juntamente com as dependências abobadadas adjacentes.

2.

Na extremidade Nascente da sacristia fica uma imponente porta maneirista,
sóbria e austera quanto à composição,
apenas animada pelo frontão triangular interrompido.
A remodelação interna da porta da sacristia, na segunda metade do séc. XIX,
acrescentou o enquadramento de madeira com as armas de Itália pintadas.

3.

A parede oposta, de concepção mais cuidada, pelas afinidades com os portais da igreja
será certamente obra de Marcos de Magalhães.
Está dividida em três vãos verticais por duas pilastras caneladas,
com excelentes capitéis compósitos,
que apresentam um festão de frutos pendentes das volutas.
As pilastras amparam o arco de volta inteira do altar e prolongam-se sobre a cornija,
enquadrando a janela de mármore vermelho sobreposta ao altar,
ladeada por duas volutas.
Uma composição excelente formada por mármores brancos, rosados e negros,
com aplicações de mármore da Arrábida.
O altar, refeito após a passagem do culto da sacristia para a actual igreja,
apresenta lateralmente duas pilastras com estípites rococó e
uma imagem de Cristo Crucificado no centro.

4.

Nesta sacristia retangular a cornija, o pavimento e
a elegante mesa central são de mármores policromos.
As duas paredes laterais apresentam uma porta em cada extremidade:
na parede Sul, a de ligação ao vestíbulo e a de acesso à tribuna e trono da capela-mor;
na do Norte encontram-se a do lavabo e outra ocupada por um armário.
A decoração de azulejos do lavabo data de 1676, ano da reabertura da igreja.

5.

As obras de 1703 a 1705 consistiram na atual decoração integral da sacristia,
compreendendo à realização dos arcazes, dos azulejos e à pintura da abóbada.
Dos arcazes, aplicados nas paredes laterais, são apenas desta época os espaldares.
Admiravelmente concebidos e realizados valorizam a textura do pau-santo,
com modelação sóbria, mas movimentada dos ornatos maneiristas,
e nítidas sugestões flamengas.
 

6.

Os espaldares de cada arcaz são compartimentados
em sete vãos separados por pilastras,
preenchidos por quatro quadros a alternarem com três espelhos.
Os painéis recortados, de pintura tenebrista convencional, representam
São Paulo, São Carlos Borromeu, São Jorge e São Vicente (na parede Norte),
São Miguel, São Pedro, São Lourenço e São João (na parede Sul).
Ao centro os espaldares têm um alçado mais elevado e complexo,
com enquadramento apoiado em meninos e centrado
pelas armas Pontifícias, de um lado, e as de Portugal, de outro.
 

7.

As cómodas atuais dos arcazes, do final do século XVIII,
apresentam, na frente, discreta e fina decoração de bronze, neoclássica.
Os azulejos, dos dois painéis que ladeiam a porta, são de 1704,
obra inconfundível de António Pereira, com desenho fino e nervoso,
completado por pinceladas fugidias e rápidas, de notável efeito expressivo.
Divididos em dois andares, apresentam na parte superior paisagens bem
representadas, e na parte inferior constam três círculos com meninos a brincar,
alternando com grinaldas de frutos pendentes de argolas.

8.

A pintura da abóbada, foi realizada por António Machado Sapeiro séc. XVIII,
merece destaque pela composição inovadora, abandona os ornatos bidimensionais
de tradição seiscentista, e adota uma composição espacial aberta,
com uma balaustrada perspetivada, pintada por cima da cornija
a toda a volta, interrompida por vasos floridos, em cujas extremidades
estão sentados serafins que exibem os símbolos da Paixão de Cristo.
No espaço central vários grupos de anjinhos esvoaçando sobre nuvens
empunham acessórios usados nas cerimónias religiosas.

9.

O acesso à sacristia efectua-se por duas passagens laterais assimétricas,
que abraçam as capelas colaterais. Embora apresentando semelhanças, esta
disposição diverge do plano adoptado por várias igrejas jesuíticas.
O corredor do lado da Epístola, adjacente à muralha fernandina,
era a principal ligação de acesso à sacristia pela imponente porta maneirista.
As paredes do corredor apresentam um interessante conjunto
de azulejos azuis e brancos, do final do século XVII,
com uma composição rara, formada por motivos de folhagem curvilíneos,
inspirados na pintura ornamental de tetos da época,
e cercadura de motivos florais.

10.

Nas paredes encontram-se: uma tela representando São Carlos Borromeu,
uma obra sóbria tenebrista portuguesa do século XVII;
uma pintura com a Apresentação do Menino no Templo,
atribuída ao pintor italiano Simão de Pesaro (1612-1648);
e uma tela recortada dedicada ao Pentecostes, de 1816,
com iniciais H. J. S. do pintor Henrique José da Silva,
que deve ter estado no retábulo da capela colateral da Epístola.

11.

Do lado do Evangelho, o outro corredor de acesso à sacristia é mais irregular,
compreende uma sala situada na base da torre sineira, onde consta
uma tela de Jesus Crucificado, obra de meados do séc. XX
pintada por uma religiosa da Congregação
das Irmãs de Nossa Senhora das Vitórias da Madeira,
e um vestíbulo de entrada pela Rua da Misericórdia.
Os silhares de azulejos são cópia moderna dos do corredor oposto.